Glaucoma: o que é, quais os sintomas e tratamentos

O glaucoma é uma grave doença que precisa de acompanhamento preventivo e contínuo. Caso contrário, a perda gradual da visão chega a ser inevitável e muitas vezes, irreversível.

Mesmo com toda gravidade, a Sociedade Brasileira de Glaucoma afirmou que pelo menos um terço da população brasileira com mais de 16 anos, sequer foi ao oftalmologista para fazer um acompanhamento da saúde dos olhos, tornando esse diagnóstico ainda mais importante.

A mesma pesquisa da SBG, inclusive, levantou também a quantidade de brasileiros que convivem com o glaucoma: Aproximadamente 1 milhão de pessoas precisam aprender a lidar com os sintomas e consequências deste problema visual.

Por isso, a Óticas Ronaldo reuniu todas as principais informações à respeito da doença e preparou este conteúdo para explicar o quê é, a importância do tratamento, como evolui e as formas de tratamento que existem hoje.

 

O que é glaucoma?

O glaucoma é uma doença que afeta os olhos por elevar a pressão intraocular, provocando lesões no nervo ótico. Esses danos podem aumentar caso não haja tratamento, criando dificuldades para enxergar e até mesmo à cegueira completa.

Embora seja uma doença ocular grave, há tratamentos que podem minimizar os danos causados pela pressão ocular, fazendo com que você mantenha a saúde do seus olhos em bom estado por muito tempo.

No entanto, vale ressaltar que esse quadro depende da sua procura por um atendimento, se o tratamento é seguido de maneira adequada, mas principalmente, pelo tipo de glaucoma que seja diagnóstico.

Atualmente, existem quatro tipos de glaucomas conhecidos que podem dificultar sua capacidade visual. Conheça quais são eles a partir de agora. 

 

Quais são os tipos de glaucoma?

Os tipos da doença variam entre glaucoma agudo ou de ângulo fechado, glaucoma crônico ou de ângulo aberto, glaucoma congênito e glaucoma secundário.

Conhecer os tipos que existem hoje é fundamental para determinar qual tratamento pode apresentar melhores resultados. 

Porém, vale ressaltar que apenas um acompanhamento junto ao oftalmologista e o diagnóstico preciso podem confirmar qual tipo de glaucoma afeta a sua visão.

Dito isso, agora vamos especificar o que cada tipo da doença significa e quais são suas características:

 

Glaucoma agudo ou ângulo fechado

O glaucoma agudo, também conhecido como ângulo fechado, é um dos mais recorrentes e mais fácil para serem diagnosticados pelos próprios pacientes.

Esse tipo de doença tem como principal característica o aumento da pressão ocular por conta de uma paralisação na drenagem do humor aquoso dos olhos, fazendo com que a pessoa sofra um aumento brusco da pressão intraocular.

Em consequência deste aumento, os olhos passam a doer de forma intensa de forma repentina, tornando a possibilidade de diagnóstico mais fácil.

 

Glaucoma crônico ou ângulo aberto

O glaucoma crônico ou ângulo aberto é o tipo mais comum da doença, e nele, o aumento da pressão intraocular acontece de forma gradativa.

Isso, inclusive, faz com que o seu diagnóstico demore para acontecer e possa dificultar o quadro em um futuro tratamento.

Porém, este tipo da doença tem como causa uma dificuldade na drenagem do humor aquoso e acaba por aumentar a pressão.

Desta maneira, o aumento da pressão intraocular é um processo lento e por isso o acompanhamento rotineiro ao oftalmologista é algo essencial para um diagnóstico precoce.

Além disso, vale mencionar que a evolução da doença causa danos até a perda completa da visão ao longo dos anos.

 

Glaucoma congênito

Como o próprio nome sugere, o glaucoma congênito é quando a pessoa nasce com a doença. Ainda assim, este é o tipo mais raro e apresenta o tratamento mais simples desde que o diagnóstico aconteça de forma precoce.

Em geral, o recém nascido tem dores oculares devido a pressão nos olhos acima da média que neste caso pode ser revertida por meio de procedimento cirúrgico.

 

Glaucoma secundário

Por fim, o glaucoma secundário é um tipo da doença que deriva de outros problemas de saúde

Ou seja, a pressão intraocular surge devido o não tratamento de doenças, sejam elas oculares ou não, como catarata, diabetes e uveítes, o uso irregular de medicamentos e até mesmo traumas muito fortes na região dos olhos.

 

Principais causas do glaucoma

O glaucoma costuma se desenvolver por conta do aumento da pressão intraocular. Inclusive, uma das suas causas já comprovadas podem ser atribuídas ao bloqueio do humor aquoso, líquido presente nos olhos que aumenta a pressão caso não flua na região como se deve.

Esse acúmulo segue aumentando até que a pressão provoque danos a estrutura ocular, causando dores e levando a cegueira em casos graves.

Outra fator que influencia no desenvolvimento do glaucoma é a hipotensão arterial noturna. Em geral, esse problema faz com que a pressão arterial desça 20% durante o sono, facilitando o desenvolvimento da doença ocular.

Por fim, uma outra causa do desenvolvimento da doença é o decorrer da idade. Ao passar dos 40 anos, é natural que doenças costumam surgir, afetando todos os processos de seu corpo, e as chances ficam maiores após os 60 anos.

 

Como evitar o glaucoma?

O glaucoma pode ser evitado ao máximo caso você desenvolva o hábito de ir ao oftalmologista. Por isso, é extremamente necessário fazer um acompanhamento adequado.

Muitos oftalmologistas especialistas em glaucoma indicam que as visitas de rotina ao oftalmologista aconteçam de forma anual até os 35 anos. A partir dos 40, as idas devem ser feitas com maior frequência para antecipar possíveis doenças oculares.

Em geral, os tratamentos precoces apresentam bons resultados e na maioria dos casos basta seguir as medicações à base de colírios prescritas pelo seu oftalmologista.

 

Glaucoma tem tratamento?

O glaucoma possui tratamento e geralmente não precisa de nenhum tipo intervenção cirúrgica, caso o diagnóstico seja feito de maneira precoce e os procedimentos passados pelo médico seguidos à risca pelo paciente.

No entanto, os vários tipos de glaucomas podem fazer com que outros fármacos sejam necessários e podem ser receitados de acordo com o seu quadro. 

Fora isso, vale mencionar que cada caso pode ter um tratamento específico, muitas vezes há a necessidade de tratar outras doenças para a estabilização do quadro, como é o caso da diabetes.

Uma vez que o tratamento apresente resultados, a pressão intraocular retorna ao normal e com isso o problema visual some por hora.

No caso do diagnóstico do glaucoma crônico, é preciso manter a doença sob controle a partir da medicação adequada, raio laser ou cirurgia por toda a vida. 

Caso o tratamento seja deixado de lado, a doença avança e faz com as dores e problemas se desenvolvam até a perda da visão.

 

Por isso, a Óticas Ronaldo reforça a importância das visitas de rotina, principalmente para um diagnóstico de glaucoma, que não apresenta sintomas nos anos iniciais. Faça um acompanhamento e caso precise de ajuda estamos aqui por você!

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